sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O QUE JEZABEL NÃO FEZ

 

Uma análise exegética de 2 Reis 9.30–33

 

Raimundo Francisco dos Santos

 

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar exegeticamente a perícope de 2 Reis 9.30–33, com o propósito de desconstruir um mito amplamente difundido no meio evangélico brasileiro: a ideia de que Jezabel teria tentado seduzir Jeú por meio do uso de maquiagem e ornamentos. A pesquisa fundamenta-se prioritariamente no texto bíblico, empregando métodos hermenêuticos e exegéticos, aliados à consulta de literatura teológica especializada. Demonstrar-se-á que a interpretação popular da referida passagem carece de sustentação textual, histórica e cultural, constituindo-se como resultado de equívocos interpretativos reiterados ao longo do tempo. Conclui-se que as ações de Jezabel devem ser compreendidas à luz de seu contexto histórico, político e psicológico, e não como uma tentativa de sedução.

Palavras-chave: Jezabel; Exegese bíblica; Hermenêutica; Mitos evangélicos; 2 Reis.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

A polarização política e a atuação da Igreja

  Por Natan Costa Rodrigues[1]

I - Introdução

A Igreja de Cristo é sabidamente uma das mais antigas instituições do mundo. Desde o seu nascimento em Jerusalém, no dia de Pentecostes, ela se expandiu por todos os continentes, consolidando terminantemente o seu caráter transnacional e mundial.

Embora se constitua espiritualmente de um único corpo, encabeçado por Cristo, não raras vezes no correr da história, os homens tentaram amordaçá-la a determinados contextos ou circunstâncias temporais, as quais, por suas características próprias, são complexas, variadas e efêmeras.

Atualmente, enfrenta-se um caso similar. A polarização política, movimento de massas com potente força convergente, faz sucumbir a um de seus polos estabelecidos, direita ou esquerda, tudo o que se aproxima de seu horizonte de eventos. Tal é a sua prodigiosa gravidade, que parece arremeter para si até mesmo a Igreja!

Não quero aqui, no entanto, tratar das ideologias que a informam e nem de suas características, coisas que fiz em outro lugar, para onde remeto o leitor[2]. Mas, almejo analisar, especificamente, o lugar e a atuação da Igreja no contexto de uma tal conjuntura.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Interesse e Ideologia: uma análise da polarização política brasileira


I - Introdução

A questão que nos propomos tratar de forma breve, diz respeito a vinculação existente entre os interesses e as ideologias, a origem da polarização política no Brasil e a forma como as ideologias atuam e interagem para formar o atual estado de coisas.

II – Breve histórico do termo “Ideologia” e sua vinculação ao “Interesse”

É conhecido o adágio popular, aliás, muito difundido atualmente, de que “interesses não tem ideologia[2]. Tal provérbio parte da constatação de que os interesses são sempre particulares, enquanto as ideologias são ideais teóricos, por vezes inalcançáveis, verdadeiras utopias. O defensor dessa ideia conclui afirmando que na seara da política, os purismos ideológicos devem ser evitados; deve imperar o pragmático, aquilo que resolve efetivamente as coisas.

Apesar da força persuasiva dessa percepção, estou convencido de que na realidade sucede quase o contrário, ou seja, que “não há ideologia sem interesse”.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Deserto que gera Gigantes



Pastor Max Douglas

Quem deseja frutificar (apenas) na Carne, alcança o Cansaço (Baseado em Gl 5. 24,25)

Introdução

VAMOS COMEÇAR REFLETINDO SOBRE DESERTO

Deserto, para um servo de Deus, é uma expressão usada para que ele se refira às provas, adversidades e tentações que enfrenta constantemente.

E as permitidas e determinadas provações e adversidades, tem como um de seus propósitos, gerar homens e mulheres habilitadas, servos de Deus preparados. Capazes de suportar e encarar desafios que antes dos desertos da vida, jamais poderiam.

Os desertos da vida são escolas preparatórias para que os alunos do Reino, possam tornar-se súditos preparados para realizar a vontade de Deus.

E uma vez que os súditos encaram os desertos da vida, como provações da parte de seu Rei a fim de forjá-los, estes saem destes desertos, como verdadeiros GIGANTES, especialmente na vida espiritual. Pois de fato: DESERTOS GERAM GIGANTES.

Agora, como definir um Gigante?

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

De Feixes a Estrelas

 

Pastor Max Douglas

Texto-base: Gn 37. 6-11


A história de José se tornou uma fonte inspiradora de onde nasceram mensagens inesquecíveis. É fácil formular a seguinte pergunta:

“Quem nunca ouviu uma mensagem sobre a vida de José?”

E se a pergunta pode ser feita com facilidade, a resposta também pode ser dada com muita rapidez. Pois, foram tantas as mensagens e, existem aquelas que, de tão impactantes, mudaram radicalmente milhares de vidas.

Por estes dias eu tive o privilégio de ouvir mais uma mensagem sobre José, esboçada por um jovem da nossa congregação. E enquanto ele pregava o seu bem detalhado sermão, mais uma vez ficaram claras, duas das grandes lições sobre, a importância, do que assume ser um pregador, se assentar para ouvir;

a) a primeira é que você sempre terá algo a aprender com alguém. Os mais simples, podem ser condutores das mais tocantes e transformadoras verdades;

b) a segunda lição é que: enquanto você ouve, o Espírito Santo pode (e quer), lhe mostrar e produzir verdades e aplicações novas a partir daquela mensagem que se está ouvindo.